quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Eles
Eles vieram de novo,
o olhar deles me ridiculariza
eu posso ver eles na luz
eles não podem me ver na escuridão
Eles se apavoram quando veem
o meu sorriso mata eles
eu vejo eles nascendo mais e mais
porque minha boca nunca sorri
Eles não amam... eles só odeiam
eles me odeiam, eu odeio eles,
sorrio só para mata-los
isso me deixa feliz
Feliz, na escuridão,
essa é minha benção,
feliz na morte
de todos eles
sábado, 9 de junho de 2012
Vivo
E quando nossos lábios se tocaram
e o vinho entorpeçeu nossa alma
vazou o sangue das minhas veias
mas esse sangue era doçe como mel
Na imortalidade desse sangue derramado
foram derramas as lágrimas por ele
mas não lágrimas de tristeza e sim de alegria
essa alegria nada mais que o seu toque
Meus fastasmas voltaram,
mas isso me fez perceber
o meu "vivo" era o que queria
fantasmas morreram no passado
Na subremacia de seus sorrizos encontrei meu cianeto
e morri embebedado com ele,
mas jamais quis estar vivo sem ele
então me mate para que eu esteja realmente vivo com você
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Meu reino, meu Inferno
De olho no inferno,
aonde levantei
Inimigo nenhum sobreviveu
meu demônio tombou
Ergui do trono a coroa
e pus sobre minha cabeça
e então minha alma tornou-se rei
Príncipes de legiões infernais me desafiaram
minha espada reluzia sangue
minha sede sacia com lucidas mortes
então mais uma vez ser exaltado como guerreiro
Minha coroa não tombou
Ergui minhas mãos
e mostrei que um homem é legião
terça-feira, 22 de maio de 2012
A Perfeição
Então nos mundos dos mortos
Levantei minha cabeça
E eis que vi tão completa perfeição
Vi o mundo dos mortos
E essa perfeição era apenas parte do mundo
O mundo do qual eu sou feito
E desde então vi a perfeição em mim
Vi que o imperfeito era perfeitamente belo
E nada que a vida recriar
Poderia desembelezar a morte
E então desejei mais do que nunca a morte
Então bebi do vinho dos deuses
E eis que o gosto do doce veneno
Tocou-me a língua,
A morte e cobriu com seu véu
E ficamos perfeitos juntos
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Blutengel - Childhood
Quando eu era um garotinho
Eu vivia em um reino encantador
Tudo estava repleto de magia
Tudo era novo para mim
Eu encontrei todo o amor que eu precisava
Deitado nos braços de minha mãe
Ela me protegeu do mal
Ninguém jamais me machucou ali
Agora, eu me encontro em um mundo de tristeza
Diga-me, onde está a minha infância desaparecida
Ninguém me mostrou o amor que eu preciso
E ninguém vai me proteger aqui
Estou na jornada sem fim
Tento não perder minha cabeça
Eu tento encontrar confiança em mim mesmo
E no mundo que eu vejo
Onde está a minha infância desaparecida?
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
A Minha Miséria
Andando na rua
Cabelo desarrumado
Alma morta
Mas ela ainda vive em mim...
A minha MISÉRIA
Como posso ainda sentir isso?
Eu não havia morrido em suas mãos?
Caminhando na chuva,
morrendo de novo
mas ela ainda vive em mim...
A minha MISÉRIA
Eu ainda sinto isso pulsando
A minha MISÉRIA
Vou brindar minha morte
Posso te amar em segredo de novo?
Minha MISÉRIA?
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
O Vaso da morte
E havia um vaso, lacrado escrituras envenenavam meus olhos e de quem as lia, dois sapos repletos em sua pele de musgos o guardavam, suas aparências eram humanísticas, seus olhos haviam rugas, embaixo à boca barba e um sem, a união era representada neles, um casal, e a sua existência devia apenas a tarefa de guardar o vaso.
Mas um dia a beleza do vaso florido em cores vividas, tão misticas que faria qualquer rei deseja-lo, tentou-os a abrir-lhe, as escrituras que o lacravam se desfizeram. Eles, juntos, abriram o tesouro que deus os proibira de abrir.
Do vaso saiu tão linda figura negra, e sua cor mudou-se alvida, translucida era sua beleza, formaram-se de sua cabeça caxos castanhos e reluzentes, aparentavam ser as cabeleiras de anjos, seus olhos brilhavam mais do que as estrelas, e sua pele era mais branca que a lua. Tanto era rua beleza que todos desejavam toca-la com as mãos e ela possuir.
Deslizava pelo ar e todos iam tocando ela, e a cada um que a tocava, sua beleza aumentava. Todos que a tocavam caiam no chão, seus corpos perdiam a luz, e não se movimentavam mais... Estavam mortos, todos que a tocavam morriam.
Todos passaram então, a repulsa-la, mesmo mediante possuidora de maior beleza a cada toque, ela era o que mesmo deus que a criou não queria, a morte, o doce negativo, e mesmo repulsando, todos a desejávamos, todos queríamos ela, mesmo deus que a fez, e desde então, todos estamos destinados a toca-la.
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